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Acordo entre EUA e Irã prevê reabertura de Ormuz

A assinatura oficial do documento está prevista para sexta-feira


A assinatura oficial do documento está prevista para sexta-feira A assinatura oficial do documento está prevista para sexta-feira - Foto: Pixabay

Após quase quatro meses de conflito, os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo de paz que prevê a suspensão das ofensivas militares e a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes do comércio mundial de petróleo. A informação foi anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, e confirmada pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador nas negociações.

Segundo Trump, o acordo autoriza a abertura do Estreito de Ormuz sem cobrança de taxas e também determina a suspensão imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. A medida busca restabelecer o fluxo de navios e de petróleo pela região, afetado pela escalada militar entre Washington e Teerã. A Reuters também informou que o acordo preliminar prevê a reabertura da passagem marítima e o levantamento do bloqueio americano a portos iranianos.

A assinatura oficial do documento está prevista para sexta-feira, 19 de junho, na Suíça. Antes disso, delegações dos dois países devem participar de reuniões preparatórias para tratar da implementação das medidas e dos próximos passos diplomáticos. De acordo com Sharif, o entendimento inclui a interrupção imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, inclusive no Líbano.

O Irã, no entanto, indicou que o cumprimento das tratativas será acompanhado de perto. O vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, afirmou que as negociações para um acordo final devem ocorrer ao longo de 60 dias, período em que também devem ser discutidos temas como sanções, reconstrução e mecanismos de monitoramento. A Axios também noticiou que o acordo abre uma janela de 60 dias para novas negociações envolvendo o programa nuclear iraniano.

Apesar do avanço diplomático, ainda há pontos sensíveis em aberto. Entre eles estão o futuro do programa nuclear do Irã, a flexibilização de sanções econômicas, o controle sobre o Estreito de Ormuz e as garantias de que as partes cumprirão os compromissos assumidos. Teerã já sinalizou que poderá responder caso identifique violações ao acordo.

A situação no Líbano e a posição de Israel também seguem como fatores de incerteza. Ataques recentes na região ampliaram dúvidas sobre a estabilidade do cessar-fogo e sobre a capacidade de o acordo reduzir as tensões no Oriente Médio de forma duradoura.

No mercado internacional, a reabertura de Ormuz é vista como um ponto central do acordo, já que a rota tem papel estratégico no transporte global de petróleo e gás. A expectativa é que a normalização do fluxo marítimo ajude a reduzir pressões sobre o abastecimento e sobre os preços da energia, embora a recuperação completa dependa da efetiva implementação das medidas previstas.
 

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